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API de Conversões da Meta para quem vende infoproduto: o que é e como configurar

O que a API de Conversões faz de diferente do pixel, os dados do comprador que precisam ir junto, e os dois erros que fazem ela atrapalhar: compra enviada em dobro e evento atrasado demais.

Rede de linhas e pontos azuis conectados sobre um fundo escuro
Foto de Conny Schneider no Unsplash.

Se você anuncia no Meta para vender curso, mentoria ou e-book, já ouviu que precisa “ligar a API de Conversões”. Às vezes como conselho, às vezes como bronca de quem olhou sua conta. O que quase ninguém explica é o que ela faz de diferente do pixel, o que precisa ser enviado para ela funcionar bem, e os dois erros que fazem ela atrapalhar em vez de ajudar.

O que é a API de Conversões

O pixel da Meta é um script que roda no navegador de quem visita sua página. A API de Conversões (CAPI, no apelido em inglês) é o mesmo tipo de informação — “essa pessoa comprou, por esse valor” — enviada de um servidor para a Meta, sem passar pelo navegador do comprador.

Dois caminhos para o mesmo evento
  1. Pixel no navegadorvê a navegação na página
  2. Plataforma confirma a vendaHotmart, Kiwify, Cakto, Wiapy
  3. Servidor envia pela CAPInão depende do navegador
  4. A Meta junta os doise descarta a repetição

Para quem vende infoproduto, o servidor tem uma vantagem natural: quem sabe com certeza que houve venda é a plataforma de pagamento, não a página. O Pix pago no dia seguinte, o boleto compensado em dois dias, a compra feita com bloqueador de anúncio ligado — tudo isso a plataforma confirma, e o pixel do navegador pode nunca ver. O porquê disso está detalhado em rastreamento server-side vs pixel do navegador.

O que precisa ir junto com o evento

Mandar só “houve uma compra de R$ 97” não adianta muito. A Meta precisa descobrir quem comprou para ligar a venda ao anúncio que essa pessoa viu — e ela faz isso comparando dados do comprador com os das contas dela. São os parâmetros de correspondência:

DadoComo vaiDe onde costuma vir
E-mailem hash (SHA-256)plataforma de vendas
Telefoneem hash, com o código do paísplataforma de vendas
Nome, cidade, estado, CEP, paísem hashplataforma de vendas
IP e navegador (user agent)sem hashpágina ou checkout
fbpsem hashcookie do pixel na página
fbcsem hasho clique no anúncio (fbclid)
Id externoem hasho visitante na sua ferramenta

Quanto mais desses chegam, mais fácil para a Meta casar a venda — é o que aparece como nota de qualidade no Gerenciador de Eventos. Os detalhes de cada parâmetro e os erros que derrubam essa nota estão em pontuação de qualidade do evento.

Cabo de rede azul conectado a um painel de portas em um servidor
Servidor a servidor: a venda chega à Meta sem passar pelo navegador do comprador. Foto de Jordan Harrison no Unsplash.

O erro que mais aparece: Purchase em dobro

Mandar o mesmo evento pelos dois caminhos — navegador e servidor — é o desenho previsto. A Meta junta os dois quando eles chegam com o mesmo nome e o mesmo identificador (o event_id), e fica com um só.

O problema aparece quando duas ferramentas diferentes mandam a compra pelo servidor. É um cenário comum: a plataforma de vendas tem integração própria com a API de Conversões, e a ferramenta de rastreamento também manda. Cada uma gera o seu identificador, e para a Meta isso são duas compras.

Duas fontes, duas compras

Se a sua plataforma de vendas já manda o Purchase para a Meta e você liga outra ferramenta que também manda, confira no Gerenciador de Eventos se as compras não dobraram. O sintoma é um ROAS no Gerenciador bom demais para ser verdade, e uma campanha otimizando para compras que não existiram. Escolha uma fonte para o Purchase e desligue a outra.

O outro erro: evento atrasado demais

A API de Conversões aceita eventos de até 7 dias atrás. Mais que isso, a Meta recusa — e, se o evento atrasado vier junto com outros na mesma chamada, recusa o lote inteiro. Isso importa para quem reprocessa vendas antigas ou importa histórico: venda velha não volta para a Meta, e não adianta insistir.

Como configurar, no caminho mais curto

1. Gere o token no Gerenciador de Eventos

No Gerenciador de Eventos, abra o seu pixel, vá em configurações e procure a seção da API de Conversões. Lá existe a opção de gerar um token de acesso. Esse token é o que autoriza um servidor a mandar eventos em nome do seu pixel.

Trate o token como senha

Quem tem o token consegue mandar eventos para o seu pixel. Não cole em grupo, não mande em print, não deixe em planilha compartilhada. Se vazar, gere outro e substitua onde ele estiver configurado.

2. Escolha quem vai mandar a compra

Pode ser a integração nativa da plataforma de vendas ou uma ferramenta de rastreamento — o importante, como visto acima, é ser uma só. A vantagem de uma ferramenta que também rastreia o clique é poder mandar junto os dados que só a página conhece, como o fbc do clique e o id do visitante, além dos que a plataforma conhece.

3. Teste antes de confiar

O Gerenciador de Eventos tem uma aba de eventos de teste, que mostra os eventos chegando em tempo real. Faça uma compra de teste e confira três coisas:

  • O Purchase chegou pelo servidor — a coluna de origem mostra se veio do navegador ou do servidor.
  • Chegou uma vez só, e não duas.
  • O valor e a moeda estão certos. Um valor em centavos lido como reais, ou uma comissão em dólar lida como real, distorce tudo o que a Meta aprende.

Em uma frase

A API de Conversões leva a venda confirmada pela plataforma até a Meta sem depender do navegador — e funciona bem quando vai com os dados do comprador, sai de uma fonte só e chega dentro de 7 dias.

A compra sai do servidor, uma vez só

O UTMizey recebe a venda pelo webhook da plataforma e manda o Purchase pela API de Conversões com os dados de correspondência do comprador e do clique. Cada venda vai com um identificador próprio, então o reenvio do webhook não vira compra repetida — e venda com mais de 7 dias não é enviada. A configuração é colar o token do pixel no painel.